Fôrno e EGHO lançam Punk Jazz, cápsula inspirada nas terças-feiras de música, cerveja e encontros que acontecem na casa desde 2023
Toda terça-feira tem jazz no Fôrno. Agora, essa noite também pode ser vestida.
A programação que ocupa o endereço da Vila Buarque, em São Paulo, desde 2023 inspirou a criação da Punk Jazz, coleção desenvolvida pelo Fôrno com a marca paulistana de streetwear EGHO e a Heineken.
São camisetas, jaqueta e acessórios que transformam elementos encontrados nas noites da casa em estampas, fotografias, patches e interferências gráficas.
A ideia é interessante justamente porque faz o caminho contrário de muitas ativações: a coleção surgiu de uma noite que já existia antes da colaboração entre as marcas.
Jazz de terça virou parte da identidade do Fôrno
O ponto de partida está nas noites de terça-feira do restaurante.
Há três anos, o Fôrno mantém apresentações de jazz ao vivo que passaram a reunir pessoas em torno de música, comida, cerveja e conversa.
Essa atmosfera serviu como matéria-prima para a Punk Jazz.
Em vez de simplesmente colocar três logotipos sobre camisetas, a pesquisa visual buscou referências nos universos que cercam essa cena.
Fanzines, Heineken vintage e cultura punk
A coleção mistura materiais históricos da Heineken com elementos da cultura gráfica independente.
A pesquisa passou por anúncios antigos, materiais promocionais e peças de merchandising da cervejaria, colocados ao lado de referências de fanzines punk brasileiros, xerox, colagens e cartazes de rua.
O resultado aparece em roupas propositalmente distantes do aspecto impecável de uma peça recém-saída da loja.
Há texturas, rasgos, remendos, patches, tipografias desgastadas e impressões com aparência manual.
Uma das estampas transforma a tradicional noite de jazz do Fôrno em um pôster antigo. Outra brinca com o encontro entre os dois gêneros por meio de um personagem que troca a guitarra pelo saxofone.
A estrela e o verde associados à Heineken também aparecem nas criações.
Por que “Punk Jazz”?
O contraste é proposital.
A coleção aproxima o jazz tocado no restaurante da estética underground trabalhada pela EGHO. Entre as referências citadas pelos criadores estão ainda o downtown de Nova York dos anos 1990, camisetas de bandas e peças militares incorporadas pela cultura punk.
O nome Punk Jazz acaba funcionando como síntese desses dois universos.
Mais do que criar um “uniforme” oficial para frequentadores do Fôrno, a proposta é imaginar como seria a roupa daquela cena que se formou às terças-feiras.
Quanto custam as peças?
Essa informação ainda não foi divulgada.
O material apresentado por EGHO, Fôrno e Heineken detalha o conceito e algumas das peças da Punk Jazz, mas não informa preços, data de início das vendas, quantidade disponível ou os canais em que a coleção será comercializada.
Esses dados são importantes principalmente porque ajudam a definir se a colaboração será uma coleção comercial aberta ao público ou uma edição de circulação mais restrita.
Até a divulgação dessas informações, vale não antecipar valores ou disponibilidade.

