Origem italiana, uva Glera e método de produção ajudam a explicar as características de uma das bebidas mais conhecidas da Itália
Nem todo espumante é Prosecco. Embora o nome tenha se popularizado no mundo inteiro, ele está ligado à origem da bebida e a regras específicas de produção na Itália.
Celebrado em 13 de agosto, o Dia Internacional do Prosecco abre espaço para entender o que existe por trás das borbulhas de uma bebida conhecida pelo frescor, aromas frutados e presença frequente em aperitivos, comemorações e coquetéis.
A história passa pelo nordeste da Itália, principalmente por áreas produtoras do Vêneto e de Friuli-Venezia Giulia. É nesse território que estão algumas das regiões mais conhecidas pela elaboração da bebida, incluindo Treviso e Valdobbiadene.
Afinal, o que é Prosecco?
Prosecco é uma denominação de origem protegida. Isso significa que não basta produzir um espumante com características semelhantes para colocar o nome no rótulo.
A produção precisa ocorrer dentro da área geográfica estabelecida e respeitar as regras da denominação. Dentro desse território existem diferentes classificações, incluindo Prosecco DOC e denominações de maior especificidade geográfica, como Conegliano Valdobbiadene Prosecco Superiore DOCG.
A lógica é semelhante à encontrada em outras regiões vinícolas protegidas da Europa. Champagne, por exemplo, está diretamente relacionado à região francesa de mesmo nome.
A Glera está no centro da produção
Outra característica importante é a uva.
A Glera é a principal variedade utilizada na elaboração do Prosecco e está diretamente relacionada ao perfil fresco e aromático pelo qual a bebida ficou conhecida.
Entre as características normalmente associadas à variedade aparecem aromas de maçã, pera, frutas cítricas e flores brancas.
O objetivo da elaboração costuma ser justamente preservar esse caráter mais jovem e frutado.
Por que o método Charmat é tão usado?
Grande parte dos Proseccos é elaborada pelo método conhecido como Charmat ou Martinotti.
Nesse processo, a segunda fermentação, responsável pela formação das borbulhas, ocorre em grandes tanques pressurizados, e não dentro de cada garrafa.
O método favorece a preservação dos aromas primários da fruta e ajuda a construir o perfil fresco e aromático associado ao Prosecco.
É uma diferença importante em relação ao método tradicional utilizado em outros espumantes, no qual a segunda fermentação acontece na própria garrafa.
Entre os produtores ligados à história da bebida está a Mionetto, fundada por Francesco Mionetto em 1887, em Valdobbiadene.
Uma tradição que atravessa mais de um século
Segundo a vinícola, seus lotes passam por mais de 37 análises de qualidade, que observam características como aromas, equilíbrio sensorial e perlage, termo utilizado para descrever as borbulhas do espumante.
A empresa afirma ainda que realiza o engarrafamento após a confirmação dos pedidos, estratégia utilizada para preservar o frescor do produto até sua chegada ao mercado.
Em 2025, o Mionetto Prosecco Treviso DOC Brut ficou em segundo lugar no Falstaff Prosecco Trophy e recebeu 92 pontos da publicação austríaca Falstaff.
Mais do que um nome associado a um tipo de espumante, portanto, Prosecco reúne território, legislação, variedade de uva e técnicas específicas de produção. Entender essas diferenças ajuda também a ler melhor o rótulo e saber o que está chegando à taça.

