Cerveja lidera pelo terceiro ano consecutivo ranking da Brand Finance e aparece à frente de Itaú, Modelo Especial, MercadoLibre e Claro
Uma cerveja ocupa o topo de uma lista que reúne bancos, empresas de tecnologia, varejistas, companhias aéreas e gigantes das telecomunicações.
A Corona Extra é a marca mais valiosa da América Latina em 2026, segundo o novo Latin America 100, elaborado pela consultoria internacional Brand Finance.
O valor de marca estimado chegou a US$ 13,9 bilhões, crescimento de 4% em relação ao ano anterior. É o terceiro ano consecutivo em que Corona ocupa a primeira posição.
Logo atrás aparece o brasileiro Itaú, avaliado em US$ 9,9 bilhões. Outra cerveja, a Modelo Especial, completa o pódio com US$ 8 bilhões.
As marcas mais valiosas da América Latina
O top 10 do Latin America 100 2026 ficou assim:
- Corona Extra — US$ 13,9 bilhões
- Itaú — US$ 9,9 bilhões
- Modelo Especial — US$ 8 bilhões
- MercadoLibre — US$ 6,1 bilhões
- Bodega Aurrera — US$ 5,5 bilhões
- Claro — US$ 5 bilhões
- Banco do Brasil — US$ 5 bilhões
- Bradesco — US$ 4,7 bilhões
- Telcel — US$ 4,2 bilhões
- Nubank — US$ 4,2 bilhões
Somadas, as 100 marcas avaliadas alcançaram aproximadamente US$ 187 bilhões, avanço de 13% em um ano.
Mas o que significa Corona “valer” US$ 13,9 bilhões?
Há uma distinção importante.
Os US$ 13,9 bilhões não representam faturamento, valor de mercado da companhia ou dinheiro disponível em caixa. Trata-se do valor econômico estimado especificamente para a marca Corona.
A Brand Finance utiliza uma metodologia chamada Royalty Relief, alinhada à norma ISO 10668.
De maneira simplificada, a consultoria calcula quanto uma empresa teoricamente precisaria pagar para licenciar aquela marca caso não fosse sua proprietária.
O cálculo considera a força da marca a partir de indicadores relacionados a investimento em marketing, percepção dos públicos e desempenho do negócio. A partir disso, são consideradas receitas atribuíveis à marca e uma taxa hipotética de royalties para chegar ao valor econômico estimado.
Por isso, dizer que “Corona vale US$ 13,9 bilhões” exige esse contexto.
Cerveja é o segundo setor mais valioso do ranking
Corona não está sozinha no alto da classificação.
O setor de cervejas aparece como o segundo mais valioso entre as marcas latino-americanas avaliadas pela Brand Finance, atrás apenas do setor bancário.
Além da Corona na liderança geral, a Modelo Especial ocupa a terceira posição, avaliada em US$ 8 bilhões. A brasileira Brahma também aparece entre os destaques de crescimento, com avanço de 65% no valor de marca em 2026.
Segundo a Brand Finance, fatores como alcance internacional, capacidade de precificação e expansão na Europa ajudaram a sustentar o desempenho da Corona. A consultoria também cita a ampliação da presença da Corona Cero, versão sem álcool da marca.
Brasil tem mais marcas no ranking
Embora a primeira colocada seja Corona, marca de origem mexicana, o Brasil é o país com maior presença na lista.
São 43 marcas brasileiras, avaliadas conjuntamente em US$ 74,7 bilhões, alta de 15%. O México aparece com 31 marcas e US$ 73,3 bilhões.
Juntos, os dois países representam aproximadamente 79% de todo o valor das 100 marcas latino-americanas avaliadas.
Outro detalhe interessante está fora da classificação por valor: a Porto foi considerada a marca mais forte da América Latina, com 96,9 pontos de 100 no Brand Strength Index da consultoria. Portanto, “mais valiosa” e “mais forte” são categorias diferentes dentro do estudo.
Sobre os dados da Ambev
O release também informa crescimento superior a 20% das categorias premium e super premium da Ambev, avanço de mais de 60% do portfólio que a companhia chama de “Wellness” e crescimento superior a 30% das cervejas zero álcool.
Eu deixaria esses números fora desta matéria. São indicadores internos da companhia, com períodos e bases pouco detalhados no material, enquanto temos um estudo independente e muito mais forte para sustentar a notícia principal.

