Mercado de vinhos e espumantes movimentou cerca de R$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2026; primavera abre espaço para brancos, rosés e espumantes
O brasileiro ainda prefere vinho tinto.
A categoria respondeu por 74% do volume de vinhos comercializado no país durante o primeiro semestre de 2026, segundo dados da Ideal BI divulgados pelo Tchin Tchin.
Os brancos ficaram com 20% e os rosés representaram 6%.
No total, o mercado de vinhos e espumantes movimentou aproximadamente R$ 9,8 bilhões nos primeiros seis meses do ano, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.
Mercado vendeu 23,27 milhões de caixas
Em volume, foram comercializadas 23,27 milhões de caixas de 9 litros no primeiro semestre, alta de 2% na comparação anual. Segundo o levantamento apresentado pelo Tchin Tchin, trata-se de um recorde para o período.
Os próprios tintos cresceram 7% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
Outro movimento ocorreu nas importações. O valor importado avançou 12,8%, chegando a US$ 272,9 milhões no período.
Os números ajudam a mostrar um mercado que cresce não apenas em faturamento, mas também em volume.
Primavera não precisa significar abandonar o tinto
A chegada de temperaturas mais altas costuma colocar espumantes, brancos e rosés em maior evidência, mas isso não significa necessariamente deixar os tintos guardados.
Para a sommelière Renata Pissolatti, a ocasião deve pesar na escolha.
Horário, temperatura, ambiente e comida são alguns dos elementos que podem orientar a garrafa. Em encontros ao ar livre e refeições mais leves, por exemplo, espumantes, brancos, rosés e tintos de estrutura mais leve podem ocupar a mesa.
Até mesmo determinados tintos podem ser servidos um pouco mais frescos, respeitando as características de cada vinho.
Como escolher vinho sem entender de vinho?
É justamente a dificuldade diante de uma carta ou prateleira que o Tchin Tchin tenta atacar.
A plataforma reúne três frentes.
Uma delas é um aplicativo destinado à organização de encontros e confrarias. Outra é o Treine seu Paladar, com conteúdos sobre uvas, estilos, regiões e harmonização desenvolvidos para serem consumidos em cerca de dois minutos por dia.
A terceira é um cardápio digital voltado a restaurantes e outros estabelecimentos, oferecendo informações que auxiliam o cliente a entender os rótulos disponíveis antes de escolher.
A proposta parte de um problema conhecido de quem está começando no vinho: encontrar dezenas de garrafas, nomes de uvas e regiões sem saber exatamente o que cada informação significa no copo.
Informação pode tornar a escolha mais simples
Termos como tanino, corpo, acidez e terroir ainda podem funcionar como barreira para consumidores menos familiarizados com vinho.
Nesse cenário, mais informação não serve apenas para aprofundar conhecimento técnico. Pode ajudar em uma decisão bastante prática: qual garrafa abrir naquele momento?
A primavera oferece um bom exemplo. Em vez de uma regra determinando qual vinho deve ser consumido na estação, fatores como temperatura, comida, companhia e ocasião permitem ampliar as possibilidades.
E, apesar do espaço crescente para diferentes estilos, os números do primeiro semestre mostram que, pelo menos por enquanto, o tinto continua muito à frente nas escolhas dos brasileiros.

