Se “O Diabo Veste Prada 2” fosse um roteiro de drinks em São Paulo

Moda e coquetelaria têm mais em comum do que parece. Ambas trabalham com construção de identidade, equilíbrio e assinatura. Com a estreia de O Diabo Veste Prada 2 movimentando o imaginário fashion, São Paulo entra nesse jogo com um roteiro que traduz grandes grifes em drinks servidos pela cidade.

A ideia não é comparar. É interpretar. Cada copo como se fosse uma coleção.

Clássicos, atitude e personalidade no copo

No Riviera Bar, o Viva La Vida aparece como um Yves Saint Laurent. Tequila, Campari e melancia com pimenta criam um drink direto, com presença. Funciona como aquele look que não passa despercebido.

Já no Blue Note São Paulo, o Hooker Highball puxa para Louis Vuitton. Estruturado, elegante e sem exagero. Um clássico que continua atual.

No Love Cabaret, o Arde Onde Não Se Vê entra como Versace. Intenso, provocador e sensorial. Não é um drink para passar batido.

Leitura contemporânea da cidade

O Ômadá traz o Madá G&T como Prada. Um drink equilibrado, aromático e mais silencioso. Ele cresce nos detalhes.

No Posto 6, o Clericot assume o papel de Dolce & Gabbana. Compartilhável, vibrante e cheio de cor. Um drink que pede grupo.

Já o Orfeu apresenta o Obá como Chanel. Elegância sem esforço. Tudo no lugar, sem precisar provar nada.

Clássicos que atravessam o tempo

No Bar Brahma, o Boulevardier vira Hermès. Estruturado, clássico e preciso. Não precisa reinventar.

O Salve Jorge traz o Negroni do Jorge como Dior. Mais intenso, mais dramático, mas ainda fiel à base.

No Cão Véio, o Dobermann aparece como Balenciaga. Amargo, ousado e fora da curva.

Entre tradição e releitura

O Café Girondino serve o Coffee Negroni como Burberry. Tradicional com ajuste contemporâneo.

No Jacaré Grill, o Johnnie Blonde Summer vira Gucci. Colorido, aromático e cheio de personalidade.

E no Bar Léo, o Mazzaropi fecha como Ralph Lauren. Direto, clássico e consistente.

No fim, é sobre leitura

Esse roteiro não tenta definir o que é luxo. Ele mostra como cada casa interpreta o seu próprio estilo.

Você pode seguir como guia ou só usar como desculpa para rodar bares em São Paulo com outro olhar.

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