Durante muito tempo, pedir um drink em um bar cervejeiro parecia quase um desvio de rota. Mas esse cenário vem mudando rapidamente nos principais polos boêmios do país. Em São Paulo, o O Pasquim Bar e Prosa se tornou um retrato desse novo comportamento ao transformar a coquetelaria em uma das principais frentes de crescimento da casa.
Conhecido nacionalmente pela forte relação com a cultura cervejeira artesanal, o bar localizado na Vila Madalena passou a observar nos últimos anos um público mais interessado em experiências completas, bebidas autorais e consumo ligado ao entretenimento.
A mudança ganha ainda mais força no Dia Mundial do Coquetel, celebrado em 13 de maio, data que ajuda a evidenciar o avanço dos drinks dentro do mercado brasileiro de bares e restaurantes.
Drinks deixam de ser complemento e ganham espaço estratégico
Tradicionalmente associado à cerveja, samba, música ao vivo e referências à cultura popular brasileira, o Pasquim viu os coquetéis deixarem de ocupar um papel secundário na operação.
Hoje, os drinks já representam uma parcela estratégica das vendas da casa, acompanhando um movimento nacional impulsionado pela valorização da mixologia, do consumo experiencial e das apresentações mais elaboradas.
“O mercado mudou muito nos últimos anos. O cliente continua consumindo cerveja, principalmente em uma casa como a nossa, que tem essa tradição forte, mas hoje ele também busca experiências. O drink deixou de ser apenas um complemento e passou a ter protagonismo em muitos momentos do consumo”, afirma Humberto Munhoz, sócio do Grupo 3T Brasil, holding responsável pelo bar.
Coquetelaria ajuda bares a atrair novos públicos
O crescimento da categoria também acompanha uma transformação importante no setor. Bares tradicionalmente ligados à cerveja passaram a investir em cartas mais sofisticadas de coquetéis para ampliar ticket médio e atrair consumidores mais jovens.
No Pasquim, a estratégia mistura clássicos da coquetelaria com receitas autorais e ingredientes brasileiros, criando uma carta alinhada à identidade descontraída da casa.
Entre os destaques estão drinks como o “Doooooois ou RUM?”, além de releituras de clássicos, caipirinhas e versões do Moscow Mule.
Drinks também impulsionam presença digital dos bares
Além do impacto direto no consumo, os coquetéis passaram a ocupar um papel importante na comunicação dos bares nas redes sociais. Visual mais elaborado, ingredientes diferenciados e ativações com marcas ajudam a ampliar engajamento e fortalecer posicionamento.
“O drink hoje conversa muito com experiência, entretenimento e compartilhamento. Isso influencia diretamente a operação e a forma como os bares se posicionam no mercado. O consumidor quer viver algo além da refeição ou da bebida em si”, completa Humberto.

