Whisky brasileiro ganha espaço: Lamas soma notas acima de 94 pontos

A Lamas Destilaria volta ao radar internacional com novos resultados na Jim Murray’s Whisky Bible 2025-2026. Três rótulos da casa ultrapassaram 94 pontos e entraram na categoria “Liquid Gold”, classificação que reúne destilados considerados de nível excepcional dentro da publicação.

Na escala da obra, notas entre 94 e 97,5 pontos colocam o whisky nesse patamar. Não é comum ver uma destilaria brasileira alcançar esse nível com mais de um rótulo na mesma edição.

Os rótulos que chamaram atenção

O principal destaque foi o Brasilides, um single malt turfado da marca, que recebeu 95,5 pontos. No portfólio da destilaria, aparece como uma edição especial, com perfil mais intenso e foco em identidade.

Na sequência, o Bicentennial Alliance/Pau-Brasil alcançou 94,5 pontos. Lançado em setembro de 2025, o rótulo combina maturação em carvalho americano com finalização em pau-brasil, proposta que reforça o vínculo com a origem brasileira.

Fechando a lista, o Family Reserve/Founder’s Selection, edição limitada lançada em março de 2026, recebeu 94 pontos. Aqui, a ideia é clara, um whisky pensado também para colecionadores dentro do segmento premium.

O que isso representa

Mais do que medalhas, essas notas ajudam a posicionar o whisky brasileiro em um cenário ainda dominado por países tradicionais como Escócia, Irlanda, Japão e Estados Unidos.

Ultrapassar os 94 pontos de forma consistente em uma publicação desse peso funciona como um sinal claro de maturidade técnica. Mostra que o Brasil já não aparece apenas como curiosidade, mas como concorrente real em qualidade.

A diretora executiva da marca, Luciana Lamas, resume o momento. “Receber essas pontuações na Jim Murray’s Whisky Bible 2025-2026 é um reconhecimento muito relevante para a Lamas e o whisky brasileiro. Nosso histórico de premiações e reconhecimentos internacionais mostra que é possível produzir no Brasil destilados com identidade própria, sofisticação técnica e padrão internacional de excelência”.

No fim, o movimento é simples de entender. O mercado global começa a olhar com mais atenção para o que está sendo produzido por aqui. E, pelo visto, não é por acaso.

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