Prática está entre cinco recomendações da Academia da Cerveja para experimentar diferentes rótulos e manter a moderação
Uma cerveja tradicional. Na próxima rodada, uma zero álcool. Depois, se a pessoa decidir continuar bebendo, outra com álcool.
A alternância tem um nome curioso no universo cervejeiro: “zebra”.
A técnica aparece entre cinco recomendações reunidas por especialistas da Academia da Cerveja, da Ambev, para quem pretende conhecer diferentes estilos e sabores sem tirar a moderação da experiência.
A prática ganhou novas possibilidades à medida que as cervejarias ampliaram seus portfólios sem álcool. No caso da Ambev, a Academia cita rótulos como Corona Cero, Bud Zero e Brahma 0,0%.
Mas a lista vai além da troca de uma cerveja pela outra.
1. Faça uma “zebra”
A lógica é bastante simples: intercalar cervejas tradicionais com versões sem álcool.
Em vez de todas as rodadas terem bebidas alcoólicas, algumas delas são substituídas pelas versões zero.
Isso permite continuar participando daquele ritual social — abrir uma cerveja, brindar, acompanhar a comida — sem que necessariamente todas as bebidas consumidas tenham álcool.
E a variedade desse mercado aumentou consideravelmente, com versões sem álcool de diferentes marcas e estilos chegando às prateleiras.
2. Cerveja zero também pode acompanhar o almoço
A expansão das cervejas sem álcool criou ocasiões de consumo que antes eram pouco associadas à categoria.
Um exemplo citado pela Academia da Cerveja é o almoço durante a semana.
Em situações nas quais a pessoa não pretende consumir álcool, mas gostaria de acompanhar a refeição com cerveja, uma versão zero passa a ser uma alternativa.
A mesma lógica pode valer para outros momentos do dia em que o consumidor queira o sabor e o ritual da cerveja sem a presença do álcool.
3. Use a comida para explorar diferentes cervejas
Outra recomendação é olhar para a cerveja como parte da refeição.
Assim como acontece com o vinho, diferentes estilos cervejeiros podem produzir combinações bastante distintas dependendo do prato.
Cervejas leves e refrescantes podem acompanhar preparações grelhadas, enquanto receitas mais delicadas abrem espaço para estilos de perfil igualmente menos intenso.
Mais do que encontrar uma suposta combinação perfeita, vale observar o que acontece quando amargor, dulçor, acidez, tostado, carbonatação e aromas da cerveja encontram os elementos do prato.
A harmonização pode, assim, funcionar como uma maneira de descobrir estilos que normalmente não entrariam no carrinho ou no pedido do bar.
4. Coloque água entre as cervejas
Aqui não há segredo: água precisa fazer parte da mesa.
A Academia recomenda intercalar o consumo das bebidas com água e manter a hidratação durante toda a experiência, especialmente em eventos e encontros mais longos.
Para quem está fazendo uma degustação, há ainda uma vantagem sensorial: a água ajuda a limpar o paladar antes da próxima cerveja.
Assim fica mais fácil perceber as diferenças entre os rótulos experimentados.
5. Experimente menos quantidade e mais variedade
Conhecer cerveja não significa necessariamente beber grandes volumes.
Uma alternativa é trabalhar com porções menores, especialmente quando há vários estilos para experimentar.
Isso permite comparar características como malte, lúpulo, aromas, corpo, amargor e diferentes ingredientes sem transformar a quantidade no objetivo da experiência.
Uma Pilsen, uma IPA, uma Weiss ou uma Stout podem oferecer experiências completamente diferentes dentro da mesma categoria de bebida.
No fim, talvez a dica mais interessante esteja justamente aí: trocar quantidade por atenção ao que está dentro do copo.
E, quando houver álcool, moderação continua sendo parte essencial da escolha.

