“O meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor e cerveja pra comemorar.” O samba de Arlindo Cruz não poderia traduzir melhor a história do La Cancha Futebol Clube, que completa 7 anos em São José do Rio Preto. Mais do que um bar, ele virou ponto de encontro de quem gosta de futebol, boa comida, música e, claro, amizade. Sete anos depois, é possível dizer: o La Cancha conquistou de vez o coração dos rio-pretenses.
De Buenos Aires a Rio Preto
Foi em uma viagem à capital argentina que Flávio Miranda se apaixonou pela ideia de criar um bar inspirado no futebol. “Eu vi vários bares sempre tematizados com futebol e todo aquele amor pelo esporte. Resolvi abrir um bar com essa temática voltada para a comida callejera da América do Sul, e graças a Deus deu muito certo”, conta o fundador, que já tinha uma coleção de itens do esporte e estava cansado do meio corporativo.
De lá para cá, o La Cancha virou um pedaço da América Latina em Rio Preto, com cardápio que faz a galera rodar o continente sem sair da mesa.
Gastronomia, música e amizade
No La Cancha a comida callejera é coisa séria. O ceviche tradicional peruano abre o jogo com peixe fresco marinado no limão, cebola roxa, coentro, batata doce e milho. O torresmo de panceta entra como clássico brasileiro, crocante e macio, servido com pimentinha e geleia de abacaxi com pimenta. E ainda tem a invenção que virou queridinha: o ceviche de panceta, que mistura frescor e crocância de um jeito que dá vontade de repetir todo dia.

Tudo isso acompanhado de drinks autorais, chopes artesanais da Revoluta — alguns exclusivos da casa — e clássicos da comida de boteco que não podem faltar em dias de jogo.
Mas o La Cancha não é feito só de pratos e copos. É feito de gente, de cultura e de encontros. Ao longo desses anos, o palco do bar recebeu artistas de diferentes ritmos, valorizou a música brasileira e sul-americana e ainda foi destino de jogadores, ex-jogadores e artistas que escolheram viver um pouco dessa atmosfera. É nesse ambiente que histórias se cruzam e amizades se formam. “Trabalhar no La Cancha é um prazer. Aqui eu fiz grandes amigos e conheci pessoas incríveis que eu vou levar para o resto da vida. Aqui é o meu lugar…”, diz Flavinha (@flaviadellamura).

Sete anos de luta e futuro em jogo
Ao longo desses sete anos, o bar também enfrentou momentos de silêncio e incerteza. Durante a pandemia, as portas fechadas pesaram mais do que a ausência de clientes: significaram a suspensão de encontros, abraços e da rotina que fazia do La Cancha um ponto de convivência. Foi um período em que a saudade virou companhia e a resistência passou a ser diária.
“Foi um momento totalmente inimaginável, mas sempre na luta, sempre vencendo todos os desafios. Um momento que me marcou muito foi o retorno logo depois da pandemia, poder ver as pessoas saindo de casa novamente, se divertindo, encontrando alegria. Isso pra mim foi algo que realmente me marcou”, relembra Flávio Miranda.
A resiliência virou marca, assim como o acolhimento. Como canta Arlindo Cruz, “o meu lugar é cercado de luta e suor” — e o La Cancha transformou essa luta em pertencimento, amizade e histórias para contar.
Para o futuro, o desejo é simples e verdadeiro. “Espero que a gente conquiste mais clientes, mais amigos, que consiga passar um título mundial do Brasil com o La Cancha transmitindo. Já que o Palmeiras não vai ganhar mundial nunca mesmo, então que seja o Brasil”, brinca o proprietário.
No fim das contas, o La Cancha é muito mais do que um bar. “Esse bar é minha vida. Esse bar é meu refúgio, transformou realmente a minha vida, me trouxe grandes amigos, me fez conhecer pessoas maravilhosas. Esse bar me acolhe diariamente, é muito mais que um trabalho, é muito mais que um bar. É um lugar que me cura, me motiva, é um lugar que eu quero pros meus filhos”, afirma emocionado Flávio Miranda.
E se alguém ainda duvida, basta ouvir mais um trecho que ecoa por ali:
“O meu lugar é sorriso, é paz e prazer, o seu nome é doce dizer: La Cancha.”

